A festa do Divino pode ser encontrada em praticamente todas as regiões do país, do Rio Grande do Sul ao Amapá, apresentando características distintas em cada local, mas mantendo em comum elementos como a pomba branca e a santa coroa, a coroação de imperadores e a distribuição de esmolas.

O cortejo é deslumbrante. Reis, imperadores, imperatrizes, nobres, príncipes e princesas misturam-se a anjos de roupa branca (representando a luz e a pomba), anjos de roupas vermelhas (representando o fogo), pombos representando o Espírito Santo, anjos brancos representando também a paz, painéis com as virtudes teologais, cenas da vida de Cristo, apóstolos, tudo ao som de hinos tocados pela Banda da Polícia Militar e pela Banda das crianças de Diamantina.

É um espetáculo imperdível. Este ano, deverá ser realizada no domingo, 27 de maio, mas é bom conferir no site da cidade de Diamantina se a data será esta mesma (coincide com o Domingo de Pentecostes).

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A Origem da Festa do Divino se encontra em Portugal do século 14, com a celebração estabelecida pela rainha Isabel (1271-1336) por ocasião da construção da Igreja do Espírito Santo, na cidade de Alenquer. A devoção se difundiu e rapidamente tornou-se uma das mais intensas e populares em Portugal.
Por isso, chegou ao Brasil com os primeiros povoadores. Documentos atestam  a realização da Festa do Divino em diversas localidades brasileiras desde os séculos 17 e 18.

 

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O Cortejo:

 10 horas: Império – O cortejo imperial sai da Casa da Glória, 298, percorre as ruas de Diamantina em direção à Capela do Amparo para a missa festiva.

A frente vem o Imperador e sua esposa (mãe) empunhando a Bandeira do Divino, seguindo-se uma parte religiosa e folclórica do cortejo, culminando com uma Imperatriz, ricamente vestida e acompanhada da corte imperial – príncipes, as “damas de honra e caudatário, numa volta ao passado do Brasil colonial, época de luxo e riqueza.

Durante todo o percurso do Império, a banda de música do 3 º BPM / MG toca a “Folia do Divino”, música originaria de Diamantina e que já se tornou o hino oficial da festa.

Corneteiros do Colégio Tiradentes, anunciam das sacadas dos casarões a passagem da Imperatriz. No cortejo medalhas do Divino são levadas, após serem bentas durante a missa de são distribuídas ao povo.

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(informações obtidas no blog estandartes de minas: