Na madrugada de domingo, dia 6, acordei e vi, pela varanda, uma lua bem maior do que o usual. Peguei a máquina que estava à mão para fotografar.

Na manhã, abrindo o computador, li sobre o fenômeno da superlua.

E não demorou muito, meu assessor para assuntos aleatórios, Guilherme Souto, me enviou um email explicando detalhadamente o que se passou. Vamos à explicação e depois vejam as fotos. As duas primeiras eu tirei naquela madrugada, as duas últimas na madrugada do dia 7.

 

As Luas Cheias variam de tamanho por causa de sua órbita elíptica. O trajeto elíptico tem um lado (chamado perigeu) cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que o outro lado (chamado apogeu).

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A distância média desta trajetória elíptica, ou seja, a distância média da Terra-Lua é cerca de 384.401 Km (esta distância é aproximadamente 30 vezes o diâmetro da Terra, que é 12 756,2 km) e a luz leva cerca de 1,3 segundos para viajar da Lua até a Terra.

O intervalo de tempo entre duas fases sucessivas de Lua nova é chamado de lunação, mês sinódico, mês lunar,revolução sinódica ou ainda período sinódico. Este período corresponde a 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,8 segundos (29,530588 dias). O período “mês sinódico” representa o movimento da Lua no céu em relação ao Sol e às observações das fases da Lua a partir da Terra.

A composição fotográfica abaixo mostra metade da Lua Cheia próxima ao apogeu em 13/10/2011 e a metade da Lua Cheia próxima ao perigeu de 06/05/2012 (norte para cima). As fotos foram executadas pelo mesmo conjunto telescópio / câmera.

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Estas explicações são de Vaz Tolentino, do Observatório Lunar.

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