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A Casa dos Contos o local onde se guardavam os cofres com o ouro que pertencia à Coroa. No final do século XVIII, estabeleceu-se em Vila Rica, num vistoso prédio localizado até hoje na ponte de São José. Construído entre 1783 e 1784 com o nome de Casa do Real Contrato, nele residiu o contratador João Rodrigues de Macedo, que atuou na administração dos contratos dos dízimos, do direito de entradas e de outros impostos. Em 1789, a Câmara de Vila Rica e o proprietário assinaram um contrato de aluguel do prédio, onde depois funcionou o Quartel da Companhia do Esquadrão do Vice-Rei. A parte térrea foi utilizada para prisões, sendo que ali ficaram detidos alguns dos inconfidentes. Mais tarde, devido às dívidas exorbitantes contraídas por João Rodrigues de Macedo, a casa foi penhorada. Nela passaram a funcionar, enfim, a Junta da Real Fazenda e a Intendência do Ouro, órgãos fiscais do Estado Português. Atualmente, pertence ao Ministério da Fazenda.

(dados obtidos no Dicionário Ilustrado da Inconfidência Mineira).

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Nesta casa, destinada aos ouvidores, Tomás Antônio Gonzaga residiu por seis anos, em Ouro Preto. Gonzaga era português, mas filho de brasileiros. Desempenhou papel de relevo na Inconfidência Mineira, apesar de ter negado de forma veemente sua suposta participação no movimento. Era compromissado com Maria Doroteia Joaquina de Seixas, a famosa Marilia de Dirceu. Desempenhou a função de Ouvidor de Vila Rica (cargo que hoje seria desempenhado por um Juiz), granjeando inimigos poderosos. Depois do interrogatório, foi condenado ao degredo na África e lá se casou com uma rica senhora. Advogou e chegou a ocupar cargos públicos como o de Juiz da Alfândega de Moçambique. A casa, atualmente, é a sede da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.

(dados obtidos no Dicionário Ilustrado da Inconfidência Mineira).