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Há exatamente dois anos atrás, no dia 1º de julho de 2010, nossa filha mais velha, Raquel, deixava este mundo, sucumbindo a uma longa luta contra o câncer.

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Um exemplo para todos nós de amor à vida, ela desenganou alguns médicos que previram que ela não teria mais do que três meses de vida. Viveu seis anos, bem vividos, trabalhou, viajou, amou.

Como disse o meu irmão Henrique, ao celebrar a missa de sétimo dia, nos encontros da família parecia que nós éramos os doentes, pois ela se mostrava cheia de vida.

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Foi cremada, como queria, e suas cinzas foram espalhadas nos ipês da Praça da Liberdade, que nunca floriram tanto como naquele ano.

Não podemos deixar passar em branco a dignidade com que ela lutou esses seis anos. Temos consciência de que foi um exemplo para todos aqueles que padecem deste e de outros males.

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Por isso, iremos escrever um livro, contando toda essa luta que ela travou e da qual participamos. O livro vai se chamar “Quando florescem os ipês”, e toda a renda obtida com ele será destinada ao Lar Teresa de Jesus e à Fundação Mário Penna.

Os ipês que emolduram este pequeno texto de hoje são uma homenagem a ela.

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“Na minha memória, tão congestionada e no meu coração tão cheio de marcas e poços você ocupa um dos lugares mais bonitos”. (Caio Fernando Abreu)