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Interrogação

(Emilio Moura)

Sozinho, sozinho, perdido na bruma.

Há vozes aflitas que sobem, que sobem.

Mas, sob a rajada ainda há barcos com velas

E há faróis que ninguém sabe de que terras são.

 

– Senhor, são os remos ou são as ondas o que

dirige o meu barco?

Eu tenho as mãos cansadas

E o barco voa dentro da noite.